sábado, 11 de novembro de 2017

Quando a Grande Guerra chegou a Barbacena.

Há cem anos, no dia 26 de novembro de 1917, o presidente Wenceslau Braz assinou o Decreto n. 3.361, que reconheceu o estado de guerra entre o Brasil e o Império Alemão. Esse fato assinalou a entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918) [1].

Inicialmente neutro, o estopim para o ingresso do Brasil no conflito foi o afundamento do navio mercante Macau, em 18 de outubro de 1917. A esse respeito, o historiador Carlos Daróz explica que:

"[...] o Macau foi interceptado e torpedeado pelo submarino U-93. O comandante alemão, Kapitänleutnant Helmut Gerlach, ordenou o capitão brasileiro e ao taifeiro Arlindo Dias dos Santos que desembarcassem e subissem a bordo do submarino, enquanto os demais tripulantes procuravam abrigo nas baleeiras. Em poucos minutos o Macau desapareceu sob as águas do Atlântico, mas todos os 47 tripulantes que estavam nas baleeiras conseguiram se salvar" [2].

O envolvimento brasileiro com a Primeira Guerra Mundial foi registrado pela Cartofilia e Filatelia brasileiras, como mostra o carimbo que ilustra esta postagem.

A guerra em Barbacena.


A figura acima reproduz um carimbo de propaganda de guerra, publicado em um antigo estudo de Carimbologia brasileira, escrito por Nino Aldo Códa, em 1941 [3]. Conforme o autor, por "ocasião da participação do Brasil no conflito mundial [...], entre as manifestações de civismo que se realizaram, presumivelmente, muitos carimbos hão de ter sido usados da ordem deste, empregado pelo Correio de Barbacena [em Minas Gerais]" [4]. Ele ainda informa que o carimbo era em borracha, com formato oval, sem data e aplicado com tinta na cor verde. Ele possuía a seguinte inscrição: "Às armas, brasileiros! Defendamos nossa pátria (Correio de Barbacena)" [5].

Notas:

[1] - DARÓZ, Carlos. O Brasil na Primeira Guerra Mundial: a longa travessia. São Paulo: Contexto, 2016, p. 102.
[2] - Ibidem, p. 100.
[3] - CÓDA, Nino Aldo. Contribuição ao estudo dos carimbos. Rio de Janeiro: FILATIP, 1941.
[4] - Ibidem, p. 171.
[5] - Ibidem, idem, p. 171.

2 comentários: